domingo, 25 de junho de 2017

Uma viagem até ao meu ateísmo - Autobiografia (em inglês, mas nada de complicado)

As a starter I was, probably like most of you atheists and other free thinkers, baptized, but not because my parents were religious, but  because a friend of my mother convinced her it would look bad not to do it in such a small and devout town. And she was right, and I know it from experience, because there were rumors that two new kids in town weren’t baptized and people already disliked them for that and for their mother not being married in a church ceremony (in fact at that time, my parents had a church wedding in secret because they were afraid people would find out they weren’t even married by the church and they and my mom’s friend had convinced the priest to baptize me without even being married). So, yeah, I come from a very religious small town, and even my mother and I attended church for little more than a year there because her friend asked her to help her with sunday school and to organize a very important religious event when she was sick, so my mom had to be integrated because it involved more people. But my own family wasn’t very religious - my father was an atheist and my mother was spiritual but wasn’t religious at all for most of my childhood and adolescence, and also for most of it we didn’t attend church except sporadically on christmas because my mom liked the tradition (now she doesn’t even do that). So this is my experience with church: about an year of stupidity, and a few more sporadic events (weddings, christmas, etc.). As for me, I never had a strong belief in god or Jesus as the son of god and his resurrection (I think the correct term to use here would be agnostic), and didn’t even think about it much until I was about 10 years old. We also didn’t discuss this topics at home much. Then, one day I woke up and was sure of my disbelief - after reflecting on it for a while of course. As I grew up I realized I was an “atheist”, and that happened when I was 11 or 12 years old. I didn’t have much trouble with coming out as an atheist, although my parents, especially my mother, wanted to make sure I knew what I was talking about when I criticized religion. The questions they asked me, as I was seeking an answer, made me grow more into my atheism, and become a more informed atheist. Later I learned that my dad was an atheist too (although I knew he wasn’t religious already), but not my mother (the best term here is “pantheist”), although she wasn’t religious either… Later, when I was starting high school I considered strong atheism for a while, then I identified as an agnostic atheist (between 5 and 6 in the dawkins scale that goes up to 7) towards the end and when I started college (in a different program than the one I am enrolled now and I’m gonna end up majoring in). Then, I was a militant atheist for a while, although still an agnostic atheist. I’ve written many texts about atheism and related topics like evolutionary science and creationism - yes, including addressing claims that stated evolution doesn’t bring information into the genome, therefore god must have done it, which isn’t true because there are mechanisms that do bring information into the gnome, including gene duplication. I’ve written these texts in my blogspot blogs and google page [which aren’t in english so, I won’t bother to link to these pages], on tumblr in my previous blogs about atheism and even in this last blog. I also wrote about the relationship between mental health and religion (and found religion didn’t always had positive effects), as well as about the relationship between cognitive functioning and cognitive abilities and atheism/ religion, including posts in which I stated studies found a positive correlation between atheism and IQ of 0.6, as well as posts where I based my text on a study that found atheists think more rationally and have what is called a “rational brain”, and stated religious people were more on the emotional side. I’ve also exposed the genetic and environmental influences on religion, spirituality and atheism - tendency to believe is genetic, but religion has to do with culture and upbringing. So I’ve done my part on discussing the topic from an intellectual perspective, and now I’m probably one of the most laid back atheists in the entire world and now I mostly joke about it while stating some truths, and use my knowledge on the topics of atheism and related from time to time.
I’m in my senior year of college and I’m a psychology major with some professional training in clinical psychology and neuropsychology, and I would say I’m now a somewhat mature and adult atheist that is getting tired of refuting the same old tired religious arguments - including arguments about mental health and religion, and including creationist arguments. But there’s one thing I won’t tolerate and that is intellectual fraud - asserting you’re something you’re not just to look cool and intellectually credible - such as people saying they’re deists when they’re in fact theists (and possibly christian theists) and that they’re moderates when they’re fanatics… But then their actions won’t be in accordance with their words and if you’re that person, you’ll be discovered quickly. 
So this was my journey into my atheism, I hope I managed to be enlightening. 

P.S.: Não tive nem tenho muito tempo ou disponibilidade para traduzir isto porque é um texto bastante extenso.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sobre um suposto Jesus histórico:


Enfim é preciso "esticar" muito o conceito de personagem histórica, considerando que não havia milagres, não nasceu de uma virgem, e possivelmente (de acordo com evidências arqueológicas) a personagem na qual se basearam era casada e tinha um filho, tendo vida sexual e amorosa como qualquer outro homem. Há também partes integrantes de outros mitos. Pode nem sequer ter morrido na cruz - os romanos crucificavam pelos pulsos, mas eram atados, e os judeus tinham o hábito de apedrejar quem queriam ver morto, ou de quem se queriam vingar... Sim, por essa época houve um homem "revolucionário" chamado Jesus (penso que nisso os historiadores concordam. Mas daí até ter todos os atributos e ter realizado todos aqueles milagres, ressuscitado, ou mesmo morrido na cruz, não ter mulher e filhos (o que era bastante incomum na sociedade da época), etc. vai um passo gigantesco.
A lógica é simples: é uma lenda - parte verdade parte mentira. A parte sobrenatural e mais uns quantos pormenores são mentiras, provavelmente.
Quando me falam em Jesus histórico eu penso na pessoa ou pessoas (um que foi apontado como possível base para a personagem de Jesus até era egípcio) em que as pessoas que escreveram a Bíblia se basearam mas depois eu penso... fará muito sentido falar num "Jesus histórico" num contexto cristão, bíblico? Bem muito sentido não faz, e é preciso dar "um grande esticão" ao conceito, mas, quem é que os impede?

terça-feira, 13 de junho de 2017

Complexidade genética NÃO falsifica a teoria da evolução (Parte II): Há casos e casos...

Este é o texto em que o Mats se inspirou para escrever o seu último (e talvez mais uns quantos): http://nautil.us/issue/9/Time/evolution-youre-drunk. E o logo o primeiro comentário refuta essa história toda: «Things can only be so simple, but arbitrarily complex. So over time, given variation, the most complex organism existing tends to be more complex than the most complex organism in a previous time. This makes it appear that things in general are getting more complex. However, there is no reason why simpler organisms cannot evolve after more complex ones.» Aposto que o Mats nem leu (e o comentátio era de há 3 anos atrás) ou se leu nem quis saber de mais nada, não fosse criar um estado tal de dissonância cognitiva que ele não aguentasse. Se os criacionistas estivessem mais preocupados com verificar através do método científico o que é verdadeiro e falso em vez de se defenderem dos sentimentos/ reacções às informações contrárias às suas crendices religiosas, provavelmente... Nem existiriam criacionistas! E eu não teria o prazer de de vez em quando vir aqui dar umas gargalhadas à conta deles e das suas fraquezas intelectuais e emocionais.

Cheers to the freaking weekend (that has passed, and while I was studying instead of resting)! Oh, and I can't drink to that because I'm taking medication :/

domingo, 11 de junho de 2017

Cognição e traços de personalidade: Uma visão integrativa - da (neuro)psicologia em geral

Deparei-me com um trabalho académico, intitulado Teorias da Personalidade no contexto dos meus estudos sobre a disciplina de Marketing e Publicidade e a sua relação com a personalidade dos consumidores. Várias perspectivas têm sido propostas: entre elas a cognitiva, a dos traços ou disposições, a comportamentalista e de aprendizagem social. Embora os defensores da perspectiva cognitivista (ex.: Kelly) rejeitassem a teoria dos traços elas não parecem mutuamente exclusivas, pelo contrário os traços podem depender dos tais processos cognitivos referidos no texto. Por vezes o progresso torna-se difícil ao fazer estas supostas oposições e ao não tomar uma abordagem mais integrativa. Claro que nem sempre é possível, mas pelo que sei, não impossível neste caso, nem em muitos outros, se não uma maioria na psicologia. Felizmente alguns passos estão a ser dados na direcção de uma abordagem mais integrativa no campo das abordagens teóricas e práticas da psicoterapia, e tendo por base factores comuns, não deixando obviamente de diferenciar (mesmo que a diferença seja pouca) quais as melhores abordagens para diferentes perturbações, bem como uma abordagem mais integrativa incluindo o campo da neuropsicologia e das neurociências para estudar os efeitos das ditas terapias no cérebro e as alterações associadas a certas psicopatologias e construtos de personalidade (ex.: psicopatia), bem como para validar certas abordagens relativas à personalidade e aprendizagem.
    Continuo a não achar certos métodos e aplicações das ideias freudianas, como a interpretação dos sonhos, credíveis. A aplicação das concepções de Freud ao marketing e publicidade, que era descobrir as motivações inconscientes/ subconscientes e usá-las também teve vários problemas, sendo, para mim os mais importantes: a sobreinterpretação, a sobregeneralização dos resultados com pequenas amostras e a impossibilidade de falsificação - tal como na interpretação dos sonhos. A hipnose (também baseada numa concepção e método freudiano) como é usada e estudada hoje em dia mesmo assim é mais credível, bem como a estrutura base de personalidade, e os fenómenos de transferência e contra-transferência, que, apesar de baseados em ideias/ concepções de base psicanalítica, são actualmente aceites por proponentes ou usuários de outras abordagens que não a de base psicanalítica ou psicodinâmica. 

"Selo Mats de Qualidade": Dinossauros NÃO conviveram com os homens

Não sei se os meus leitores se recordam de há uns tempos atrás o Mats, no seu blog entitulado "Darwinismo" tentar defende que este tipo de esculturas ou altos relevos eram evidências a favor de que dinossauros e humanos conviveram, o que tornaria o mito da criação mais plausível, e esta figura ou uma muito semelhante era dada como exemplo dessas "evidências". Pois... Sinceramente se compararmos com os animais locais (e não apenas com o que nos lembrarmos no momento, ou o que nos ditam as nossas crenças religiosas que nos lembremos, esta é uma hipótese bem mais provável, e mais fortemente ainda se não descartarmos todo o grupo de evidências de que os dinossauros foram extintos antes do homem aparecer. Mais ainda, isso não seria evidência suficiente para provar o criacionismo da Terra jovem. Portanto, esta tem mesmo o "Selo Mats de Qualidade". Não há dúvidas. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Complexidade genética NÃO falsifica a teoria da evolução

O "Mats" voltou à carga com os disparates do costume sobre a teoria da evolução ter sido falsificada num texto, Complexidade Genética falsifica teoria da evolução, no blog dele (ironicamente chamado Darwinismo):

O Mats escreve: «(...) Dito de forma simples, e segundo a mitologia evolutiva, os organismos mais antigos deveriam ter menos genes que organismos mais complexos. Mas a ciência refutou essa expectativa: "Em vez disso, a sua crença na complexidade incremental começou a desmoronar-se. A primeira dificuldade foi em encontrar uma definição simples da forma como a complexidade se manifestava. Afinal de contas, as amebas tinham genomas enormes."»
Depois, continua: «Os evolucionistas previram que o genoma aumentava de tamanho com o passar dos mitológicos “milhões de anos”, mas essa previsão estava errada.
Os evolucionistas previram então que o número de genes ia aumentando com o passar do tempo, mas isso também estava errado.»
Isto não é bem assim: o texto usa exemplos de espécies actuais (as as amebas), com tamanhos de genomas actuais e não de há milhões de anos. No entanto, mesmo seguindo uma lógica semelhante, a bactéria Haemophilus influenzae, que é um organismo considerado como retendo as características mais "primitivas"  - ainda mais do que a ameba (ser unicelular, não ter núcleo, etc.) tem um genoma com 1.830.000 pares de bases e a espécie Homo sapiens tem um genoma com 3.200.000.000 pares de bases. Para além disso, de qualquer modo todas estas espécies são de agora, não de um passado distante.

De seguida afirma: «Os evolucionistas também descobriram, através de experiências, que a maior parte das mutações causam a perda de informação genética, exactamente o contrário do que seria de esperar se a teoria da evolução estivesse certa. [Não me lembro disso ser uma previsão da teoria da evolução, pelo menos não para todas as mutações ou a maioria] Este último ponto é particularmente importante visto que isto causa a que o gradualismo evolutivo se mostre estatisticamente improvável, a roçar a impossibilidade.» - Sugiro que pesquise mais sobre duplicação de genes e o que lhes sucede depois e também sobre o acrescento de bases ao DNA, que aumentam a informação no genoma.

domingo, 4 de junho de 2017

Bactérias evoluem para "consumir" o plástico que largamos nos oceanos

Os cientistas chegaram à conclusão de que, com base na quantidade de plástico que fazemos todos os anos, há apenas cerca de um centésimo do plástico flutuando como os números sugerem. Embora existam muitas explicações possíveis para isso, um novo estudo disponível no servidor de pré-impressão bioRxiv concluiu que os micróbios estão a destruir o plástico.

Isso pode soar completamente estranho, mas apenas no ano passado, os pesquisadores descobriram que uma espécie de bactéria recém descoberta foi capaz de quebrar as ligações moleculares do PET, uma das formas mais comuns de plástico. As bactérias literalmente usam isso como fonte de alimento.

Normalmente, o PET leva 450 anos para se degradar completamente no meio ambiente. Essas bactérias fazem-no em apenas seis semanas. É essa a informação que levou a uma equipe de pesquisadores da Universidade Pompeu Fabra em Barcelona a suspeitar que a falta de plástico nos oceanos é em grande parte menor para esses criadores microscópicos.

Sorry, not sorry: Preservação de proteínas antigas e a estupidez crónica do Mats

    Bem, estou com pouca energia e tempo para escrever muito sobre o tema "evolução vs. criacionismo", e muito menos sobre as parvoíces do Mats nesses contexto, mas aqui vou falar das mais recentes (alguns posts mais antigos sobre o assunto, incluindo com citações de outras respostas ao Mats com as quais concordo podem ser encontradas aqui, na minha página do google+: https://plus.google.com/u/0/+MissAtheist32).
    O Mats é provavelmente a personagem mais caricata e conhecida e reúne quase (se não mesmo) todos os problemas relacionados com a argumentação criacionista, como tem sido desvendado ao longo de alguns posts dos meus blogues e de alguns posts na minha página do google+.
    Desta vez, entre outras coisas, no texto «A luta pelo criacionismo na Sérvia» existe um problema de comunicação da parte do Mats sobre a credibilidade de certos "intelectuais de topo" que assinaram uma petição a favor do criacionismo, na medida em que não são todos nem quase todos cientistas com experiência significativa na área da evolução e alguma formação académica em biologia ou cientistas com uma forte formação de base na área e alguma experiência, isto é, cientistas que trabalham na área da biologia evolutiva e áreas afins. A afirmação entre aspas só teria alguma importância e peso na credibilidade e só indicaria que sabiam do que estavam a falar se fosse como eu mencionei em cima. Isto faz parecer que eles têm muito mais credibilidade, peso, reconhecimento e conhecimento do que realmente têm. Dá a ideia de que o criacionismo tem credibilidade e por isso está a vencer. Como eu e outros comentadores apontámos o problema de falta de credibilidade e de transparência na comunicação o Mats comentou da forma do costume, perguntando algo como «qual é a instrução que tem que se ter pata criticar o darwinismo», entre outros, que foram respondidos e onde se podem ler cópias das respostas (algumas ainda a aguardar moderação) aqui, na minha página do google+ e acompanhar a conversa.
    Há mais uma data de problemas com os posts mais recentes do Mats, tais como com o texto «Proteína bastante antiga»: ele quer saltar logo para a conclusão de que a Terra é jovem, e por isso não pode ter ocorrido a evolução, e o criacionismo bíblico está certo e provado cientificamente, mas... e se por algum processo que vale a pena investigar ela ficou preservada dentro dos ossos, o que só por si só ajuda? Depois de eu comentar sobre este assunto, o Mats escreveu: «“Por algum processo”? Ou seja, tu tens a fé que há por aí um “processo” que pode preservar tecido biológico durante “milhões de anos”?»
    A verdade é que muitas vezes o que o Mats escreve não merece resposta mas mesmo assim eu (e outros) forneço respostas para bem do leitor pouco informado e na dúvida. Por isso, não, não há fé, há uma hipótese colocada face aos dados disponíveis (ex.: que se encontram dentro do osso; que estão muito bem preservadas apesar da suposta idade). É assim que se faz numa investigação científica. Colocam-se hipóteses dignas de testar (e quando eu digo dignas é que não vão contra tudo o que se sabe e está mais que bem fundamentado – pelo menos não numa fase inicial).
   O que eu disse entre parênteses “()” vai de encontro ao que disse a Ana Silva:

«...No entanto, mesmo para aqueles que não aceitam a fiabilidade da datação radioquímica, é difícil contrariar o facto de que a formação de rochas sedimentares (onde se encontram a maioria dos fósseis de dinossauros conhecidos) é um processo muito lento, que ocorre ao longo de milhares de anos. Por esta razão não é possível aceitar que um fóssil tenha menos de duas dezenas de milhares de anos.
A existência crescente de exemplos de proteínas em fósseis obrigou a que a comunidade científica tivesse de rever esta questão. Por um lado não é possível questionar que os fósseis de dinossauro têm milhões de anos. Mas as proteínas encontradas não parecem resultar de contaminação. A osteocalcina, por exemplo é exclusiva de animais.
Para a comunidade científica a única conclusão possível é que é necessário rever o que se sabe sobre o processo natural de destruição de proteínas, para tentar determinar se existem ou não condições que permitam que as proteínas se mantenham estáveis por longos períodos de tempo. Esse trabalho tem sido feito para várias biomoléculas, incluindo a osteocalcina»

    Ela tem razão, com todo o corpo de evidências a favor da sua antiguidade devíamos era concentrar os esforços (pelo menos como primeiro recurso) a rever o processo de degradação de biomoléculas e a estudar formas de preservação.
Muito mais a dizer não há sobre estes aspecto, pois nada vai curar o Mats da sua cegueira intelectual provocada pela sua religiosidade extrema, que constitui uma parte colossal da sua identidade.
    Por último mas não menos importante, o Mats escreve sobre o ateísmo desta vez, mais especificamente sobre o ónus da prova - se é do crente ou do ateu, fazendo a seguinte afirmação: «A nova definição de “ateísmo” como uma mera “ausência de crença” é precisamente uma vá tentativa de evitar ter que oferecer algum tipo de argumento em favor da irracionalidade que é o ateísmo.» – Não, é apenas uma descrição da visão do mundo da maioria dos ateus de topo de hoje em dia, o Mats é que não gosta porque tem dificuldade em arranjar contra-argumentos minimamente decentes. Mas o Mats nunca o admitiria (por razões óbvias).
    O texto continua: «Mas o “curioso” é que as pessoas que dizem nada mais ter que uma “ausência de crença” são essencialmente as mesmas que afirmam dogmaticamente que “Deus não existe”.» – Bom talvez porque na prática, eles vivem a sua vida como se não existisse, e assim, para eles, na prática não existe, e para eles é estúpido acreditar nisso. Pois é, pode ser ofensivo para alguns crentes, mas esta é a (cruel?) realidade. Aprendam a lidar com isso.
    O Mats escreve ainda: «Eles, tal como os evolucionistas na questão criação-vs-evolução, evitam o confronto quando sentem que podem perder, mas querem avançar com o mesmo quanto têm a fé de que podem vencer.», e deixa um link para este texto: https://darwinismo.wordpress.com/2011/04/18/criacao-ou-evolucao-evolucionistas-negam-este-dualismo-mas-usam-no-com-frequencia/, ao qual eu dei a minha resposta: não vejo problema em dizer que há outras alternativas porque algumas já têm sido propostas (embora em não concorde com elas). Acrescento ainda: o problema dos criacionistas é a certeza ilusória de que estão certos, se vamos começar a apontar o dedo uns aos outros. E quando eu digo ilusória, está quase ao nível de uma pessoa com perturbação narcisista da personalidade considerar-se omnipotente e achar que nada de mal lhe acontece faça ela as manobras perigosas que fizer. Ofendo-os com estas comparações? Talvez. Mas são bastante boas e algo óbvias. Sorry not sorry.
   
   P.S.: O Mats não aprovou os comentários. Das duas uma ou fui apanhada ou eram tão destrutivos para as ideias que ele queria passar por verdades, que ele nem se atreveu.

domingo, 28 de maio de 2017

Aborto e saúde pública - debate

Se tiverem curiosidades sobre as minhas recentes discussões e opiniões sobre o aborto podem consultá-las nesta página:

Abortion  Public Health (Trata-se de um debate com um conhecido meu aqui da internet, que é o Ludwig Krippahl.) 








terça-feira, 4 de abril de 2017

Breve comentário sobre Ressonância magnética funcional



Hoje encontrei um
artigo de opinião da Nature que dizia o seguinte: «The technique reveals changes in blood flow within the brain, thought to correlate with brain activity, and it has become popular in research. But most fMRI studies are small, unreplicated»


Enquanto que não discordo totalmente da afirmação, penso que, tratando-se de um artigo de opinião e destinado a ser lido pelo público em geral, não foi fraseada da melhor maneira possível. Ao fim e ao cabo o que quer isto dizer, quer dizer que são um enorme falhanço em termos científicos? Não, não é isso que a afirmação quer dizer, pois estudos não replicados não significa que não possam ser replicados, apenas que ainda ninguém o fez e que é necessário mais trabalho nesse campo. Mas os resultados estão lá, existem e não são de desprezar.

O artigo dizia ainda: «Moreover, a recent scan, say some critics, wouldn't necessarily indicate Dugan's mental state when he committed his crimes.»

Ora, quando se fala de um construto de personalidade como a psicopatia, algo que é estável ao longo do tempo e das situações de um modo geral, esse argumento não se aplica e a razão é mais pu menos óbvia.





sábado, 7 de janeiro de 2017

O William Lane Craig é um embaraço...

Se eu fosse filósofo, teria vergonha de tê-lo como colega. Mas os cientistas não devem julgar todos os filósofos por causa apenas deste que é um embaraço para a profissão - Por que o argumento cosmológico dele é a coisa mais idiota que eu já ouvi (uma das razões):

«Craig, for his Kalam Cosmological Argument to stand, needs this universe to have an absolute beginning since1) Everything which begins to exist has a cause for its existence2) The universe began to existC) Therefore, the universe has a cause for its existenceSo Craig needs premise 2 to be correct. As a result, he does his best to laud the science/cosmology which defends premise 2, cosmology which concludes that there was an absolute beginning. He also does his level best to debunk science which concludes that the universe was past eternal or has had successive bounces, such with some scenarios of Loop Quantum Cosmology (this may include time starting again and again – I believe there are inflationary and cyclical models of LQC – as Wilson-Eqing states, “LQC naturally gives a bouncing universe: the big bang singularity is resolved.” For those particularly adept at understanding such matters, the cyclical nature of the universe driven by LQC is reviewed here by Yongge MA in the Journal of Cosmology.). For an overview on the idea of the Big Bounce in cosmology, see the wiki entry here. See also skydivephil’s own video concerning LQC.One such cosmological model which defies premise 2 is Sir Roger Penrose’s Conformal Cyclic Cosmology or CCC. Penrose was himself one of the original purveyors of the Standard Model, with Hawking, which led to the conclusion that there was a singularity which defined an absolute beginning at the Big Bang. Here is the wiki entry on CCC:The conformal cyclic cosmology (CCC) is a cosmological model in the framework of general relativity, advanced by the theoretical physicists Roger Penrose and Vahe Gurzadyan.[1][2][3] In CCC, the universe iterates through infinite cycles, with the future timelike infinity of each previous iteration being identified with the Big Bang singularity of the next.[4] Penrose popularized this theory in his 2010 book Cycles of Time: An Extraordinary New View of the Universe.Penrose’s basic construction[5] is to connect a countablesequence of open FLRW spacetimes, each representing a big bang followed by an infinite future expansion. Penrose noticed that the past conformal boundary of one copy of FLRW spacetime can be “attached” to the future conformal boundary of another, after an appropriate conformal rescaling. In particular, each individual FLRW metric  is multiplied by the square of a conformal factor  that approaches zero at timelike infinity, effectively “squashing down” the future conformal boundary to a conformally regularhypersurface(which is spacelike if there is a positive cosmological constant, as we currently believe). The result is a new solution to Einstein’s equations, which Penrose takes to represent the entire Universe, and which is composed of a sequence of sectors that Penrose calls “aeons”.The significant feature of this construction for particle physics is that, since bosons obey the laws of conformally invariant quantum theory, they will behave in the same way in the rescaled aeons as in the original FLRW counterparts. (Classically, this corresponds to the fact that light cone structure is preserved under conformal rescalings.) For such particles, the boundary between aeons is not a boundary at all, but just a spacelike surface that can be passed across like any other. Fermions, on the other hand, remain confined to a given aeon. This provides a convenient solution to the black hole information paradox; according to Penrose, fermions must be irreversibly converted into radiation during black hole evaporation, to preserve the smoothness of the boundary between aeons.The curvature properties of Penrose’s cosmology are also highly desirable. First, the boundary between aeons satisfies the Weyl curvature hypothesis, thus providing a certain kind of low-entropy past as required by statistical mechanics and by observation. Second, Penrose has calculated that a certain amount of gravitational radiation should be preserved across the boundary between aeons. Penrose suggests this extra gravitational radiation may be enough to explain the observed cosmic acceleration without appeal to a dark energymatter field.As you will see in skydivephil’s video, there does seem to be empirical evidence supporting this model. Originally, such claims were met with controversy, but more recent work by researchers such as Meisner are far more robust.»